O "Fórum das Regiões", defende uma Região Norte coincidente com a actual região-plano (CCDR-N) e um modelo de regionalização administrativa, tal como o consagrado na Constituição da República Portuguesa.

O "Fórum das Regiões", considera a Regionalização o melhor modelo para o desenvolvimento de Portugal e para ultrapassar o crescente empobrecimento com que a Região Norte se depara.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

LIBERDADE vs SEGURANÇA!

Passaram 10 anos sobre o 11 de Setembro. Este ato terrorista que abalou os Estados Unidos da América e todo o Mundo, é e será sempre uma marca indelével da história do séc. XXI.

O Mundo vive desde finais do século passado e viverá ainda num futuro próximo, uma mudança de paradigma, uma mutação, que um dia a história se encarregará de registar. Nada será como dantes.

Basta referir sobre o 11 de Setembro, que quando foi ordenado à Força Aérea Americana a sua intervenção para pôr cobro aos desvios de aviões que iam sucedendo nos céus do País do “Tio Sam”, estes puseram em ação o protocolo (regras de atuação) que estava em vigor desde os velhos tempos da guerra fria, ou seja, não sabiam como lidar com esta “nova forma de guerra”. O paradigma já estava mudado.

Um dos aspetos que mais importa referir e a pergunta que devemos colocar a nós próprios, é saber o que prevalecerá como valor fundamental para nós ou aquilo que achamos mais importante, nomeadamente no mundo ocidental, a Liberdade ou a Segurança? Este é o binómio fulcral do novo século. Até onde deve ir a necessidade de termos Liberdade e quando deve começar a imperiosa necessidade de termos Segurança?

Tal como na vertente política, económica, financeira e social, também aqui a Europa terá que se decidir, entre ter um grande País com mais segurança, ou ter vários Países com menos segurança.

Bom senso de Seguro…

Ao tomar medidas que visam decretar o fim da “disciplina de voto” para os deputados do PS e transmitir a intenção de definir regras internas para combater o enriquecimento ilícito, aplicadas aos militantes do PS que desempenhem ou venham a desempenhar funções públicas, dá-nos a entender que o novo líder do PS percebeu os erros que todos cometeram no passado e continuam a cometer, e quer mudar de vida. Que assim seja!

Por cá…

Não é nada de novo, mas a verdade é que as autarquias estão com muitas dificuldades financeiras, muitas delas à espreita de um qualquer “plano de saneamento financeiro”.

Mas crise é conceito que para a nossa autarquia não existe. Nesta altura do “campeonato”, o nosso autarca mandou passear para Timor Leste dois dos seus Vereadores. Porquê e para quê? Será que o autarca quer fazer de nós, munícipes de Paredes, um bando de “otários”?

Já agora e a talhe de foice pergunto, como é possível a Câmara de Paredes e o seu edil, andarem envolvido em negócios (na famosa cidade inteligente!) com um indivíduo chamado Steven J. Lewis, que é procurado nos Estados Unidos da América (https://fortress.wa.gov/dshs/csips/mostwanted/)? Para mais, no sítio da net que referimos, vem referida como última residência conhecida do Sr. Lewis, Paredes, Portugal. Que boas referência o nosso autarca trás para o nosso concelho.

José Henriques Soares
Fonte: Jornal Verdadeiro Olhar

ASSUNÇÃO ESTEVES – Presidente da Assembleia da República

ASSUNÇÃO ESTEVES – Presidente da Assembleia da República - Reformou-se aos 42 anos de idade…cansada…muito cansada…

"Quadro do partido laranja, e pelo seu partido escolhida para o cargo mais alto da representação do Estado, a seguir ao presidente da República. Aqui se denuncia uma ética política, aqui se denuncia um açambarcamento faccioso, aqui se denuncia uma mentalidade de rapina.

Uns têm que trabalhar até aos 65 anos com reformas cortadas em 20%, mesmo que tenham descontado para a reforma durante 40 anos ou mais. São os trabalhadores portugueses, o grosso da população, a classe mais débil, a mais necessitada, a que deveria de ter mais apoios do Estado. Aquela que tudo produz!

Esta personagem importante da quadrilha que governa Portugal, reformou-se aos 42 anos, com 2.445€/mês, após 10 anos de trabalho.

Os portugueses todos, têm de ganhar a consciência que esta canalha de gente nos destruirá. Dizimar-nos é o objetivo central do grande capital financeiro. Fá-lo-ão de qualquer maneira, sabedores que são, que o seu sistema político não lhes resolve o problema de enriquecimento ilícito ao mesmo tempo acompanhado de algum bem-estar social de décadas atrás. O capitalismo tem como meta a atingir a dominação total dos povos e reduzi-los a uma nova forma de escravatura."
PAUL ELOUARD – “É preciso voltar a despertar veredas, a descerrar caminhos, a extravasar as praças e a gritar o teu nome – LIBERDADE”

Fonte: Jornal Público

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Louvor por um mês de trabalho

Educação: Adjunto de Isabel Leite teve passagem fugaz pelo governo

A secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, atribuiu um louvor a um adjunto do seu gabinete que exerceu funções apenas durante um mês. Em 30 dias, a governante assinou um despacho de nomeação e outro de cessação de funções.

De acordo com o Diário da República de 22 de Agosto, Isabel Leite nomeou para assessor do seu gabinete Davide Gonçalves da Silva Foguete. Esta nomeação produziu efeitos a partir de 25 de Julho. No dia 25 de Agosto, precisamente um mês depois de iniciar funções, a secretária de Estado assinava um novo despacho: "No momento em que cessa funções, é-me grato conferir público louvor ao adjunto do meu Gabinete Davide Gonçalves da Silva Foguete pelas qualidades pessoais evidenciadas e pelos sentidos de dever e lealdade demonstrados durante o período em que exerceu funções no meu gabinete", lê-se no Diário da República de 2 de Setembro.

Sobre este caso, o Ministério da Educação limita-se a dizer ao CM que "a exoneração de Davide Foguete foi feita a seu pedido, por questões pessoais".

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cidadãos da cidade de Paredes "enganados" pela autarquia

O Fórum das Regiões tem recebido alguns mail`s de cidadãos (residentes, comerciantes, etc) da nossa cidade de Paredes e que se referem à instalação de novas máquinas de parcómetros por toda a cidade, para além das já existentes.
Ora, de acordo com um artigo de opinião publicado recentemente no jornal Verdadeiro Olhar e da autoria de José Henriques Soares e que se referia a este assunto:

- "Na sequência de mais um negócio ruinoso para o município (uma parceria público privada), o autarca de Paredes adjudicou a construção de um parque de estacionamento nos terrenos junto à antiga Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda, cujo contrato foi assinado há cerca de 6 meses, sendo que até hoje não há sinal de obras, mas valha a verdade que ainda ninguém (a não ser o próprio) entendeu a necessidade daquele parque. Uma coisa é certa, o orçamento municipal já se "sentiu" lesado, uma vez que as receitas dos parcómetros, desde aquela data, passaram a cair diretamente na conta da empresa privada. Será isto a boa gestão da coisa pública?".

Mais grave que isto e segundo fontes da própria autarquia, o que os muncípes ainda não se aperceberam é que, se até agora o valor da tarifa era de 35 cêntimos/hora, conforme o acordado entre a autarquia e a empresa (privada) concessionária o valor passou para 65 cêntimos/hora, ou seja mais de 100% de aumento do valor.
É ou não uma boa gestão da "coisa" pública (em benefício dos privados)? E o autarca que é a cara deste negócio, fez ou não um bom negócio (não certamente para os seus cidadãos)?

Vale do Sousa, 7 de Setembro

As "gorduras" da AR


A AR anunciou ontem, pela voz da sua presidente, que o seu orçamento para 2012 prevê uma despesa de 95,5 milhões de euros, o que é, segundo Assunção Esteves, " um corte notável". E é. Com efeito, este ano, já com o país com a crise às costas, a AR gastará 130,5 milhões e, em 2010, gastou 50% mais: 196,5 milhões.
Mesmo assim, a AR ainda conseguiu pôr de parte uns trocos (335 mil euros) para "estudos, pareceres, projectos e consultadoria", porque as sociedades de advogados do costume e as dispersas clientelas de "consultores" disto e daquilo também têm que viver. E, do mesmo modo, guardou em pequeno pé-de-meia (141 mil euros, quase 12 mil por mês) para "prémios, condecorações e ofertas" e "artigos honoríficos e decoração", mais do dobro, pois há prioridades, do que lhe foi possível arranjar (70 mil euros) para "limpeza e higiene".
O que mal se compreende, a não ser pelo facto de não se tratar de dinheiro que sai do bolso dos administradores da AR, mas do dos contribuintes, é que, sendo afinal possível, sem prejuízo do funcionamento e luzimento da AR, poupar tantos milhões, por que motivo apenas agora (sob pressão da "troika" e como quem só depois de ver a casa em chamas é que corre a fazer o seguro contra incêndios) isso foi feito.
Entretanto, Vítor Gaspar encontra-se há tempo indeterminado a "raciocinar" para descobrir onde estará a tal "gordura" do Estado de que tanto falava Passos Coelho.

Artigo de opinião JN 8 Setembro 2011 Manuel António Pina

 .

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

D. Quixote em Campo Maior

Quando andava no liceu, fui muito gozado por causa do meu apelido. Nos anos 60 e 70, era moda baptizar os cães com o meu nome de família.

No tempo em que os jecos se alimentavam dos nossos restos e a pet food ainda não entrara no vocabulário, um daqueles empreendedores de olho vivo que se perdem por terem razão antes do tempo resolveu comercializar comida enlatada para cães com a marca Fiel. Foi um inferno!

Reagi com uma mentira. Quando implicavam comigo, dizendo que tinha o nome de comida para cães, deixava-os na dúvida ao confidenciar-lhes, com o ar mais sério do mundo, que a fábrica era de um tio meu que morava em Setúbal.

Os danos nesta frente pareciam estar controlados quando, já no estertor da Primavera Marcelista, fui arrumado pela campanha televisiva da tentativa de capitalismo popular dos irmãos Silva, protagonizada por uma família portuguesa tipo e que por isso tinha acções da Torralta e um cão chamado Fiel.

Já adulto, quando tive um rafeiro a que chamava Júlio, até encorajava os meus amigos a repetirem a graçola óbvia de comentar que eu tinha nome de cão e um cão com nome de gente.

Apesar dos incómodos que involuntariamente me causaram, sempre adorei os cães (e detestei gatos), pela sua lealdade, dedicação, inteligência e capacidade de aprendizagem. Não é por acaso que escolhi um alegre e sonoro latido para toque do meu telemóvel.

Vêm estas recordações a propósito das inesperadas declarações produzidas por Passos Coelho em Campo Maior exorcizando o demónio de tumultos nas ruas à moda de Londres ou das capitais árabes.

Quando o ouvi diabolizar "os que pensam que podem incendiar as ruas e ajudar a queimar Portugal" a primeira que me veio à cabeça foi: "O homem anda a ver telejornais a mais e isso não faz bem à cabeça de ninguém - e por maioria de razão à saúde mental de um primeiro-ministro".

Depois pensei melhor e fiquei preocupado. O caso pode ser grave. Passos parece não estar a aguentar o facto do seu estado de graça durar tão pouco como o de um treinador do Sporting . Quinta à noite, na SIC Notícias, Pacheco Pereira criticou a política do martelo, enquanto na TVI 24 Marques Mendes acusava o Governo de dar um murro no estômago da classe média. Sexta, Vasco Graça Moura avisou para a desorientação e frustração do eleitorado do PSD. Sábado, no "Expresso", Ferreira Leite arrasou a política fiscal.

Agastado com a opinião de correligionários que se comportam como cães que não conhecem dono, Passos chegou a domingo (o dia da homilia de Marcelo) e disparatou, imitando as incursões de D. Quixote contra os imaginários moinhos de vento ao investir contra os que "se entusiasmam com as redes sociais e esperam trazer o tumulto para as ruas de Portugal".

O discurso de Campo Maior foi um tremendo erro político. O primeiro-ministro não percebeu que os cães só atacam quando farejam o medo na sua presa. Não compreendeu que cão que ladra não morde. E desprezou a imensa sabedoria do dito popular "os cães ladram mas a caravana passa".

Artigo opinião: Jorge Fiel
Por-JN 5 Setembro 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Ferreira Leite critica medidas do Governo para combater o défice

A ex-presidente do PSD e ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite criticou hoje algumas das medidas anunciadas pelo Governo esta semana para combater o défice.
Num artigo de opinião publicado no semanário Expresso, Ferreira Leite desconfia das projecções macroeconómicas apresentadas pelo ministro das Finanças Vítor Gaspar, critica o aumento do IRS para os “ricos” e diz que cortar nas deduções fiscais fará mais mal do que bem.

Segundo Manuela Ferreira Leite, cortar nas deduções das despesas de saúde no IRS, por exemplo, pode ter o efeito contrário do pretendido, desestimulando a exigência de recibos e facilitando a fuga ao fisco por parte dos médicos. “O que se ganha com a diminuição das deduções não compensa o que se perde em tributação de rendimentos”, escreve a ex-presidente do PSD.
Quanto o aumento do IRS para os rendimentos maiores, Ferreira Leite diz que os escalões propostos na verdade incluem uma grande fatia da classe média, o que implicará um desvio da poupança e do consumo privado para cobrir os buracos orçamentais. “Tributar cada vez mais esta classe de rendimento é optar por aplicar a sua poupança na manutenção do nível da despesa pública, em vez de deixar que esta se encaminhe para financiar o investimento necessário ao crescimento do país”, diz Ferreira Leite, no seu artigo no Expresso.
A ex-ministra das Finanças afirma, ainda, que os cenários macroeconómicos do Governo assentam na presunção de que haverá uma certa evolução económica em Espanha e na Alemanha. “Não estou segura quanto a essa evolução”, escreve Ferreira Leite.









Artigo de opinião - 03.09.2011 -  Por PÚBLICO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ELIAS, O SEM-ABRIGO!

ELIAS, O SEM-ABRIGO! R. REIMÃO E ANÍBAL F.


- O governo anunciou quem são os beneficiários do passe social.

- São aqueles, que com o que ganham já estão habituados a ir para o emprego a pé…


Em Jornal de Notícias
30 de Agosto

CARTA DE AMOR À TROIKA!


Acordei ao som dos gritos lancinantes de prazer da Troika por Portugal estar a cumprir o programa de austeridade com que se comprometeu. E fui invadido por uma onda de romantismo típica da latinidade que me corre pelas veias. Ao ponto de não resistir à piroseira de lhe escrever uma carta de amor.
Minha querida Troika, Não imagina como é bom ouvir-te dizer que estás satisfeita como meu desempenho. Desde que te conheci que a vida só faz sentido contigo e a tua felicidade é a minha felicidade. Não te deixes impressionar pelas críticas e pelos que não entendem a tua maneira especial de amar.
Adorei a tua mais recente manifestação de carinho que foi aumentar o IVA da electricidade e do gás natural. Desde que soube da notícia não consigo deixar de pensar nas longas noites que passaremos, corpos entrelaçados, à luz das velas e ouvindo o crepitar da lareira (se houver dinheiro para a lenha).
Amei aquele aumento do preço dos transportes que tão poucas pessoas perceberam. Como têm as vistas curtas! E os passeios que daremos a pé, à beira-mar, de mão dada, não terão eles muito mais significado do que as incómodas e lentas viagens de autocarro e de metro? E como me sensibilizou o corte do subsídio de Natal! Onde muitos viram um “corte cego” eu vi um Dezembro recheado de amor. Eu e tu, junto à lareira e ao pinheirinho (se houver dinheiro para a lenha e para as luzinhas), a inventar para os nossos amigos.

Amo-te Troika. Por isso e por tudo o mais que ainda nos irás dar.
Do teu amante Português.

Jorge Pinto, jornalista
jorge.pinto@jn.pt

LIMITES CONSTITUCIONAIS AO ENDIVIDAMENTO PÚBLICO!


Finalmente, alguns Países membros da UE (Alemanha e França) lançaram o debate fundamental sobre a necessidade de todos os Países incluírem nas respectivas constituições um limite para o endividamento (um travão para o despesismo despudorado que por aí anda) do respectivo estado membro.
Se é verdade que a Alemanha já possui esse instrumento na sua constituição e que em Espanha parece haver consenso entre Zapatero e Ragoy para que o mesmo venha a ser incluído na constituição espanhola, também é verdade que em Portugal parece haver alguma resistência a esta intenção. E esta resistência começou logo pelo actual Presidente da República que se mostrou contra, alegando que isto era o sinónimo de falta de confiança nos governantes, ou seja, na prática era colar-lhes o “selo de incompetência”.
A questão que urge levantar é que, se o Estado Português chegou ao estado lastimoso em que se encontra, isto não será o mesmo que dizer que os nossos governantes do pós 25 de Abril (Mário Soares, Cavaco Silva, Guterres, Barroso e Sócrates) foram incompetentes na sua globalidade? Claro que sim.
Ora, a meu ver é absolutamente crucial que esta limitação seja urgentemente constitucionalizada, com limites muito apertados, mas mais, que essa limitação seja estendida a todos os entes públicos, especialmente autarquias e SEL (Setor Empresarial Local), com regras e limites “apertadíssimos” para impedir muitos desvarios que por aí grassam, a começar no Concelho de Paredes.
Por cá….
Por falar no nosso concelho e à má gestão a que o mesmo está a ser sujeito, importa referir a notícia que hoje mesmo vem estampada nas páginas do JN e sob o título “Família quer de volta estádio que vai virar shopping”. Trata-se de mais um negócio ruinoso para o município de Paredes, pernicioso para a freguesia de Castelões de Cepeda e péssimo para o USCP.
Este (mau) negócio, que pode vir a virar pesadelo para o município não tem só em Celso Ferreira o principal artífice, o Presidente da Junta de Freguesia Francisco Ferreira e os responsáveis pelo USCP à data, são co-responsáveis pelo mesmo.