O "Fórum das Regiões", defende uma Região Norte coincidente com a actual região-plano (CCDR-N) e um modelo de regionalização administrativa, tal como o consagrado na Constituição da República Portuguesa.

O "Fórum das Regiões", considera a Regionalização o melhor modelo para o desenvolvimento de Portugal e para ultrapassar o crescente empobrecimento com que a Região Norte se depara.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

O ESTADO DA (DES)EDUCAÇÃO EM PORTUGAL!

O ESTADO DA (DES)EDUCAÇÃO EM PORTUGAL!

Desde há uma década, que lá por fora se aposta no regresso a escolas mais pequenas, enquanto por cá começamos agora a abrir grandes centros escolares, um bocado à imagem das famigeradas super-esquadras do PSD. Quem aposta no governo central?

Desde miúdo, sempre ouvi dizer que Portugal estava atrasado em relação aos Países mais desenvolvidos, cerca de meio século. Creio que, aquilo que hoje se passa na educação neste País, simboliza um pouco essa “verdade popular”.
Em Países como a Finlândia ou mais recentemente no Reino Unido, ou nos Estados Unidos da América, só por mero exemplo, a aposta vai claramente para um encerramento progressivo de grandes centros escolares, por vezes com mais de 3000 mil alunos, sendo substituídas por pequenas escolas, cujo número máximo não vai muito além dos 400 alunos. No caso de Nova Iorque, em algumas das grandes escolas que fecharam portas, eram menos de 40 por cento os alunos que tinham êxito nos estudos. No conjunto das escolas da cidade, esta percentagem é de 60 por cento, mas entre os estudantes que estão nas novas unidades (as escolas mais pequenas) esse êxito já subiu para os 69 por cento, revela um estudo financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, divulgado no final do mês passado. Note-se que esta fundação do dono da Microsoft, tem sido parceira neste processo, do Mayor (Presidente de Câmara) daquela cidade Americana.
Ao invés, em Portugal estamos a iniciar o processo inverso, ou seja, encerrar as pequenas escolas e transferir os alunos para mega-escolas, tendo o governo estipulado o limite máximo de 3000 estudantes por centro escolar. Se bem se recordam, o Sr. José Sócrates em 2005 defendia o modelo Finlandês como exemplo e modelo a seguir. Quem conhece aquele País, pode constatar que o Primeiro-Ministro de Portugal nunca poderia lá ter estado. Enquanto em Portugal a dona Maria de Lurdes Rodrigues (a tal que recebeu a Medalha de Honra do Concelho de Paredes) encerrava escolas e transferia os alunos para os «campos de concentração», que são os centros escolares que acolhem os alunos que saem às 7h da manhã e chegam às 20h da noite a casa, na Finlândia as escolas são pequenas, com turmas muito reduzidas, pois só assim se compreende que seja possível haver sucesso educativo.
Segundo a Fundação Gates “... a pequena dimensão é apontada como uma das marcas genéticas, de um sistema de ensino que se tem distinguido pelos seus resultados de excelência.” Claro! Nunca ouviram dizer, que o pior cego é aquele que não quer ver.

O EXEMPLO DA “CARTA EDUCATIVA” DE PAREDES.

Trata-se de um documento pago a “peso de ouro”. Tanto à empresa contratada para elaborar aquele documento, como ao arquitecto que projectou aqueles equipamentos (só para este fim, falamos de mais de um milhão de euros).
A Carta Educativa de Paredes tem vindo a ser apresentada como a melhor de todas, o exemplo a seguir, pelo menos pelo Presidente da Autarquia Paredense.
Também há 10 anos atrás, as SCUT`S eram construídas e inauguradas com pompa e circunstância. Hoje em dia, trazem revolta e “lágrimas” para quem as utiliza e para as regiões que servem.
Para já a Carta Educativa vai de apresentação em apresentação até à euforia final, com as inaugurações. O problema é que ela tem que ir para o terreno e ser implementada. E esta acarreta também consigo o erro estratégico de centralizar as crianças em mega-escolas. Não se lembram do erro das super-esquadras, onde se concentravam as forças de segurança? Não se lembram do erro urbanístico e de segurança que foi a construção em massa de blocos de apartamentos sociais onde se concentravam as pessoas? Pois é, estamos a cair no mesmo erro e quem manda assim o quer.
Os cidadãos, papás e mamãs do Concelho de Paredes, só vão perceber o erro que é este documento, quando ele estiver no terreno. Quando estes tiverem que se levantar uma ou duas horas mais cedo, levá-los à escola ou deixá-lo numa qualquer paragem de autocarro, à chuva ou ao frio, na via pública, aí é que vão perceber o erro. O erro que é colocá-los no risco e na insegurança. Não se vão esquecer que antes a escola estava ali a dois passos.
Como dizia Fernando Sobral no Jornal de Negócios, no seu artigo “Estado de Sitio” que versa a politica de educação deste governo e das autarquias: “Fechar milhares de escolas e fazer com que crianças de 7 ou 8 anos andem por dia mais de 50 Km de autocarro para ter aulas, é a sonegação perfeita do Estado Social.”.

Fórum das Regiões

terça-feira, 27 de julho de 2010

PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS VS EMPRESAS MUNICIPAIS .

PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS VS EMPRESAS MUNICIPAIS .

Todas trilham o caminho pesado e penoso do prejuízo financeiro, a que só sobrevivem à custa do Orçamento do Estado ou do Orçamento Municipal.

Li hoje o artigo de opinião do Director do Jornal de Negócios, Pedro Santos Guerreiro, que se referia às dívidas das Empresas Municipais e aos prejuízos das Parcerias Público-Privadas.
Nada de espantar. Já escrevi várias vezes sobre estas “armadilhas empresariais” e sempre afirmei e reafirmo, que as Parcerias Público-Privadas não são mais do que os futuros “coveiros” do País, pelo menos nos moldes em que elas são gizadas em Portugal.
E como já o disse, a partir de 2013 os Portugueses sentirão na pele os encargos financeiros que têm vindo a ser assumidos e continuam a sê-lo, no âmbito destas parcerias, é um bocado a ideia de fazer hoje e quem vier depois que pague. Como diz e bem Pedro Santos Guerreiro “…cada "P" das PPP é um Prego nesse altar de dívidas…”.
Por outro lado, quanto às Empresas Municipais, o INE – Instituto Nacional de Estatística estima que as suas dívidas rondarão os 400 milhões de euros. Logo, a partir do momento em que são alteradas as regras contabilísticas e que estas dívidas passam a ser reconhecidas como dívidas do estado e passam a contar para efeitos do cálculo da Dívida Pública e do Défice, obviamente que tem fortes repercussões nestes valores.
Meu caro amigo Pedro Santos Guerreiro, o problema não é os números do INE espelharem aquilo que é a realidade da Dívida e do Défice. O problema era essa dívida empresarial estar escondida dos cidadãos, até porque afinal de contas quem a pagará? O orçamento de estado, ou seja, todos nós.
Que não haja espanto. Espanto só mesmo para o líder do principal partido da oposição, que não sabia disto, porque ninguém lho havia dito ainda. Caro Pedro Passos Coelho, quantas autarquias-locais sociais-democratas existem (são a maioria)? Quantas Empresas Municipais possuem ao todo? E qual o prejuízo que as mesmas têm? Não sabia? Essa é boa.

EXEMPLO CONCRETO DO MUNICÍPIO DE PAREDES!

Vejamos por cá. O Presidente da Autarquia Paredense, Celso Gomes Ferreira, decidiu há cerca de 2 anos constituir uma Empresa Municipal, que designou por Agência Municipal de Investimentos de Paredes. Nomeou os respectivos administradores. O que os cidadãos de Paredes têm o direito de perguntar e de saber é o seguinte: Quanto ganham mensalmente esses administradores? Que despesas tem mensalmente a Agência? Quantos milhares de euros é que o Orçamento Municipal já despendeu para manter o funcionamento desta empresa? Que trabalho meritório já desenvolveu em prol do município, que não pudesse ser desenvolvido pela própria autarquia?
Ora, será que se aplica aos cidadãos de Paredes, o que Pedro Santos Guerreiro cita sobre a famosa série britânica "Sim, Sr. Ministro", cuja actualidade permanece surpreendente, quando o assessor Bernard recomenda, a páginas tantas: "Seguramente, os cidadãos de uma democracia têm o direito de saber!" Ao que o astuto Sir Humphrey riposta: "Não. Eles têm o direito de ser ignorantes. O saber só os torna cúmplices na culpa; na ignorância há uma certa dignidade...". Será que os Paredenses devem ser dignos pela ignorância? Ou cúmplices pelo saber? Ou haverá a 3ª via de todos podermos ser dignos pelo conhecimento? O que eu digo é que em Democracia, os cidadãos têm o direito de saber!

Fórum das Regiões
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

O QUE SERÁ UMA “RAZÃO ATENDÍVEL”???

O QUE SERÁ UMA “RAZÃO ATENDÍVEL”???

Será uma nova norma jurídica? Será um novo conceito de marketing? Não, é vontade que seja mais um “chavão” a incluir na CRP (Constituição da República Portuguesa).

Tenho vindo a dizer que este PS que governa o País actualmente, embora sendo eleito nas suas listas, de socialista não tem nada. Eles, de facto, têm governado à sua direita. Ora, o PSD sentindo-se acossado e atacado no seu espaço, teve a tentação de se deslocar mais para a direita e esquecer a sua matriz social e democrata, para se dedicar ao pensamento liberal e muitas vezes, além disso.
O novo líder deste partido, procurou disfarçar um pouco esta nova concepção ideológica do PSD, mas não conseguiu resistir e caiu-lhe a máscara. Embora com problemas mais graves pela frente, não resistiu a avançar com as suas propostas para alterar a CRP (pretende mexer em mais de 1/3 dos artigos constitucionais).
Enquanto que nos EUA, Obama trilha um caminho que visa tentar dar um cariz social à sociedade Americana, contra aquilo que era tradição de que, quem pode e tem dinheiro, tem e quem não pode e não tem dinheiro, que se dane, o PSD tenta iniciar o caminho ao contrário, ou seja “mercantilizar” aquilo que é básico nos direitos das pessoas.
Retirar da CRP conceitos como “saúde tendencialmente gratuita” ou “educação tendencialmente gratuita” é permitir que futuros governos legislem na orla liberal e contra os interesses do grosso dos cidadãos. E mesmo na questão da relação laboral, retirar o conceito de “despedimento com justa causa” e incluir um conceito de “despedimento por razão atendível” não lembra ao Diabo, mas lembrou a Passos Coelho.
Estes cavalheiros que me expliquem o que é uma “razão atendível”? Será o trabalhador chegar atrasado 2 ou 3 minutos? Ou será o trabalhador não vir vestido como o patrão manda? Ou será o patrão simplesmente querer mandar embora um determinado funcionário?

“RAZÃO ATENDÍVEL”…NA CÂMARA MUNICIPAL DE PAREDES!!!

Não há muito tempo tomei conhecimento, que o Sr. Celso Gomes Ferreira, digníssimo Presidente da Autarquia, determinou que todos os colaboradores a contrato na autarquia, não iriam ver os seus contratos renovados, ou seja, iriam todos para o olho da rua, embora muitos deles trabalhem ali há mais de meia dúzia de anos.
A pergunta que se põe desde logo é, será que em 5 anos este não teve tempo de lhes resolver a situação? Claro que teve. Quis fazê-lo? Claro que não. Só não o fez antes, porque tinha um acto eleitoral à porta e só não o faz mais tarde porque terá outro acto eleitoral em 2013.
Quando tomei conhecimento desta decisão, levantei a seguinte questão: mas terão a certeza que a decisão abarcará todos casos? O meu interlocutor disse que sim. Mas eu desenganei-o e disse-lhe, meu caro e só para citar dois casos, achas que determinada pessoa que está na Divisão Jurídica será abrangida? Achas que determinada pessoa que está no serviço técnico das obras particulares será abrangida? Obviamente que não, porque para o digníssimo Presidente, uns (os amigos ou “servos”) são mais pessoas que são os outros.
Brevemente teremos novos capítulos sobre esta novela e todos veremos serem invocadas razões de “urgente conveniência de serviço” para se resolver o problema das “determinadas pessoas”, isto, porque o Sr. Celso Gomes Ferreira as considerará uma “RAZÃO ATENDÍVEL”!
Quanto às outras todas, serão “uma razão não atendível”. Não é Sr. Presidente?
Fórum das Regiões

terça-feira, 20 de julho de 2010

E VIVA O CONCELHO DE PAREDES - 2!!!

E VIVA O CONCELHO DE PAREDES - 2!!!

O já famoso Mastro que o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Paredes pretendia construir, afinal não tinha só 100m de altura, tinha 101,92m…mais coisa, menos coisa.

É notável o espírito criativo do Presidente da Autarquia Paredense. Não lhe chegando ter cometido já uma série de erros na gestão da autarquia (ver a vergonha das Zonas Desportivas, a velha e a nova, o erro da ciclovia na Av. da República em Paredes, etc) – questões que irão sendo abordadas no futuro – teve a “fantástica” ideia de construir um Mastro com 100m de altura.

Mais grave do que esta ideia sem nenhum sentido social, era a predisposição deste autarca para “enterrar” naquela obra 1 milhão de euros do erário público. Bem, sejamos realistas, à data em que esta questão gerou grande controvérsia, no concelho e fora dele, o Presidente da autarquia teve a luminosa ideia de explicar que a obra era para ser executada com dinheiro de privados. Afinal, parece que esses mesmos privado não têm dinheiro para deitar fora, ao contrário do que aquilo que é prática da autarquia Paredense.

Mas a esperteza deste autarca veio ao de cima. Abriu um concurso público para executar aquela obra com um valor aproximado dos 300 mil euros e obviamente ninguém concorreu, porque não quer ter prejuízo. E com esta falta de candidatos, aquele pode arquivar o assunto, não pondo em causa a sua palavra.

Mas a verdade, verdadinha, é que medimos o Mastro e este tem 101,92m. O que vai acima dos 100m, é para considerar quando o autarca estivesse lá no alto do mesmo a ver, se é visto a partir da capital!!!. Não é televisão, mas dá visibilidade na mesma. E é isso que importa, não é Sr. Presidente?

Fórum das Regiões

sexta-feira, 16 de julho de 2010

E VIVA O CONCELHO DE PAREDES!!!

E VIVA O CONCELHO DE PAREDES!!!

É que nas dezenas de outros municípios que têm em curso a sua Carta Educativa, foi o próprio Primeiro-Ministro que teve a visão e empenho para tal e não a então Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que só o fez em e por Paredes, certo?

Dia 19 de Julho 2010, o Município de Paredes atribui a medalha de ouro à ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
Segundo a informação que corre, serão quatro os condecorados com a medalha de ouro do município, no próximo dia 19 de Julho, na sessão solene alusiva ao feriado do concelho, que será levada a cabo no salão nobre da Câmara Municipal de Paredes.
A ex-ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, assim como a ex. Directora - Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, e a ex. Coordenadora do CAE, Maria Antónia Marques, serão distinguidas pelo trabalho realizado em prol do município na área da educação. Da mesma forma, o árbitro lordelense Jorge Sousa será reconhecido pelo mérito desportivo.
Segundo a Câmara Municipal, "Se hoje temos em curso aquela que é considerada a Carta Educativa mais ambiciosa do país (a ver vamos), isso deve-se em grande medida ao empenho, à visão e persistência de Maria Lurdes Rodrigues, enquanto ministra da Educação", pode ler-se no documento que propõe a atribuição da medalha. E porque este foi um trabalho de "uma equipa coesa e capaz" (qual delas? Será fruto dessa coesão e capacidade que ela deixou de ser ministra?), serão também distinguidas Margarida Moreira e Maria Antónia Marques.
Já Jorge Sousa, natural de Lordelo, além de ser árbitro internacional, "tem mostrado ao longo da sua carreira ser portador de princípios e competências que não apenas o levaram ao topo da arbitragem nacional, como nos deixam a nós, paredenses, orgulhosos". Além de já ter sido classificado como o melhor árbitro português pela Liga de Clubes, Jorge Sousa é também um empresário empreendedor do concelho, sustenta o documento.

Comentário 1 – É considerada a Carta Educativa mais ambiciosa do País. Quem a considera e quais os parâmetros para tal? Se é o Presidente da Câmara que a considera como tal, ok. O futuro dirá, se assim será, rima e é verdade, não é Sr. Presidente?

Comentário 2 – De facto a Sr.ª ex. Ministra é uma Paredense dos dez costados, fez por nós aquilo que nem o Primeiro-Ministro fez. Sem ela não haveria Carta Educativa. Ainda bem para todos os outros concelhos que havia Primeiro-Ministro, se não Paredes tinha a única Carta Educativa do País e aí sim, era a mais ambiciosa, não era Sr. Presidente?

Fórum das Regiões

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O (DES) NORTE DO PSD!

O (DES) NORTE DO PSD!

Ainda a propósito da prometida introdução de portagens nas vias SCUT, tivemos hoje mais uma novidade. A Distrital do PSD Algarve reuniu em conclave – Assembleia Distrital – e decidiu por unanimidade que nunca aceitariam a introdução de portagens na Via do Infante, a denominada SCUT Algarve. Ou seja, para o PSD Algarve e no que toca à sua região “portagens NUNCA”!
Afirmaram e reafirmaram que, mesmo que as orientações e as indicações do partido a nível nacional e de Pedro Passo Coelho sejam outras, lutariam até exaustão contra esta medida.
Tal como todas as outras regiões, o Algarve terá também as suas razões para que a sua “via alternativa” não seja portajada e que a região seja assim penalizada. Mas o Norte também tem as suas razões e são muitas, para que não continue a ser martirizada com mais esta medida. E uma dessas razões até é muito mais evidente, em relação a outras regiões, nomeadamente o Algarve, que é o índice de riqueza média nacional em função do PIB. É que o Norte está claramente abaixo do Algarve, é a região mais pobre do País e uma da mais pobres da Europa.
Mas o que importa sublinhar aqui, é a posição que o PSD Algarve tomou. Pergunto eu, onde está o PSD Porto? Não seria justa uma posição análoga desta estrutura? Ou até uma posição conjunta de todas as distritais do Norte, do PSD? Porquê esta (in)diferença de posições? Estarão a jogar-se outros interesses no”tabuleiro” do poder? Julgo que sim e por isso somos brindados com o silêncio.
Entretanto e para que fique registado, soubemos através da comunicação social, que a distrital de Santarém do PSD, também por unanimidade, tomou posição idêntica sobre a introdução de portagens nas SCUT. Que é feito de ti PSD Porto?
Desculpem-me a “ignorância” politica, mas as maiores distritais do País do PSD, não são Porto e Braga?

FdR.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A “COCA-COLA” SOCIALISTA!

A “COCA-COLA” SOCIALISTA!
O especialista José Sócrates elucidou-nos a todos, a Coca-Cola é taxada a 5% de IVA (agora 6%) como um qualquer bem de 1ª necessidade. Se está mal, a culpa é de quem? A Coca-Cola é um refrigerante como sabemos. Segundo alguns especialistas, até nem faz muito bem à saúde, antes pelo contrário, mas sabe bem. Julgo que a maioria dos cidadãos não tinha essa ideia ou não sabia, mas o especialista na matéria José Sócrates elucidou-nos a todos. A Coca-Cola estava enquadrada como produto (no caso bebida) de 1ª necessidade e por isso era taxada a 5% de IVA (agora a 6%).Quem o disse foi o Primeiro-Ministro deste País em tom lacónico. Até parece que ele não é responsável por manter este produto com tal classificação. Mas como disse antes, a Coca-Cola faz mal à saúde, nomeadamente às crianças. Quando bebida em demasia corrói as entranhas, o corpo e o espírito. José Sócrates é como a Coca-Cola. Consumido em demasia corrói o espírito e o corpo. Sócrates já é intragável, é uma “bebida” fora do prazo de validade. Mas a alternativa que é o sumo de “laranja” parece não estar muito melhor. Pode até estar mais fresco e com melhor aspecto. Até é mais recente. Mas está a degradar-se muito rapidamente. Veio fresco, mas não o puseram no frigorífico. Se continuar assim, muito mais tempo, estragar-se-á. Espero que pelo menos este, o sumo de “laranja”, seja taxado a 20% (agora 21% de IVA), mas não é um produto de 1ª necessidade, será talvez um produto de 2ª ou 3ª necessidade. É a pirâmide que estabelece a hierarquia das necessidades que o diz. 1ª Necessidade será o pão, o leite, o arroz ou a massa, nunca o sumo de “laranja”.

FdR.

O desnorte do governo nas SCUTs

O desnorte do governo nas SCUTs
O Partido Socialista venceu as eleições legislativas de 2005 prometendo não colocar portagens nas SCUTs, ao contrário do que constava no programa eleitoral do PSD. Ao longo da legislatura, essa promessa caiu por terra, e o então ministro Mário Lino várias vezes prometeu introduzir portagens. Todos perceberam o grave erro que o campeão das SCUTs, João Cravinho, tinha cometido com esta fantasia das auto-estradas “grátis”. Por calculismo eleitoral, o governo socialista adiou a sua introdução para depois das legislativas mas, como tem sido habitual na gestão socialista, acabou por transformar esta questão numa grande trapalhada. Algumas questões preocupantes:1- Qual a lógica de colocar apenas portagens em três SCUTs, todas da região Norte, quando as restantes ficam isentas? O que têm a mais os cidadãos de Faro do que os do Porto ou de Viana do Castelo? Será que depois da discriminação negativa que a região Norte sofreu relativamente aos investimentos públicos faraónicos (deviam ter sido todos suspensos e não apenas alguns), também nesta questão tem de ser prejudicada?2- Andam há anos para implementar o sistema de portagens nestas auto-estradas. Será que não arranjaram uma melhor alternativa que este chip obrigatório, que está a levantar tanta celeuma (e bem)? Porque não pensaram num sistema normal de pagamento de portagens, que não suscitasse tantos problemas? Será que tem alguma coisa a ver com a entidade que produz os famosos chips, afinal semelhantes aos da Via Verde? E as dificuldades que causarão aos estrangeiros que nos visitam? Não pensaram nas centenas de milhares de espanhóis que visitam o Norte de Portugal, por exemplo?A melhor solução, mas que o PS dificilmente terá coragem para implementar, a menos que o obriguem: suspender imediatamente a introdução de portagens nas 3 SCUTs do Norte; aceitar a revogação do chip obrigatório para todos os veículos e estudar com os partidos da oposição (PSD e CDS - a restante esquerda será sempre contra qualquer solução) a introdução de um sistema de portagens em todas as SCUTs até ao final do ano. Não me digam que em seis meses não conseguem. Bem sei que a incompetência demonstrada nos últimos anos indicia que poderá haver dificuldades, mas se pedirem ajuda a quem sabe, acredito que consigam.

FdR.

COMO CAVAM A “VALA COMUM” DO PAÍS!

COMO CAVAM A “VALA COMUM” DO PAÍS!
Será que chegamos à fase do “não-retorno”?Onde houver um cidadão, o Estado é obrigado a disponibilizar-lhe serviços básicos, nomeadamente de saúde e educação e de forma gratuita. Não chega que a Constituição da República o diga. É preciso respeitá-la.De há anos a esta parte, o governo deste País tem enveredado por um caminho de encerramento de serviços básicos que disponibilizava às populações, nomeadamente na área da saúde e da educação, o que tem gerado grande contestação. Começou por encerrar unidades de saúde e agora quer encerrar escolas.Será que estes governantes não percebem que o pior que podem fazer aos seus concidadãos e às terras onde estes residem, é retirar-lhes aquilo que é básico? Que encerrar uma unidade de saúde ou uma escola é tirar a “alma” da terra/região?Em nome de uma economia financeira duvidosa, desertifica-se ainda mais, muitas regiões do País. Porque, ninguém duvidará que numa terra ou região onde não existem estes serviços básicos, a tendência daqueles que por lá ainda resistem é abandoná-las e “centralizarem-se”.Esta decisão de encerrar unidades de saúde e escolas é tomada de forma leviana, no conforto dos gabinetes do centralismo lisboeta. É tomada e definida a régua e esquadro, sem ter em conta as realidades intrínsecas locais e a necessidade de diminuir as assimetrias locais e regionais, que são hoje já uma aberração nacional.A continuar este caminho, chegará o dia em que qualquer cidadão para ter acesso aos serviços de saúde ou à educação, terá que se deslocar à “Grande Lisboa” e, terá muita sorte, se não tiver que pagar portagem para lá entrar! Valha-nos alguém, mas não sabemos quem, porque já nada temos a esperar de quem governa e governou o País.Já todos perceberam a esperteza política deste governo. Quando decidem encerrar algum serviço, em algum local, avançam com algumas alternativas para o justificar e depois de encerrados os serviços, retiram as alternativas. Foi assim com o encerramento das unidades de saúde, foi assim com as SCUT`s (eram alternativas) e será assim com as escolas.Estas políticas são um claro atentado à coesão nacional e não abonam nada em favor de um País mais justo e humanista. Isto assim, é intolerável. Ao menos que se respeite a Constituição da República.Se estas medidas visam a poupança de meios financeiros, é engraçado que nem governo, nem oposição, se tenham lembrado (???...), por exemplo, de diminuir o número de deputados para, pelo menos, o mínimo que a Constituição permite, que são 180! Porquê manter o número máximo definido na Constituição, que são 230 deputados? Imaginam as pessoas quanto o estado pouparia num ano com menos 50 deputados? Porquê que esta medida não consta do PEC?Se encerram serviços básicos para poupar dinheiro, porque não pensaram na fusão de ministérios, por exemplo, passar para metade? Quanto não pouparia por ano o erário público com esta medida? Porque não consta do PEC?Das 900 escolas que o governo prevê encerrar no País e que têm menos de 21 alunos, cerca de 500 são no Norte. Lá vamos nós (O Norte) pagar mais uma factura. Fechem, encerrem, desertifiquem e, já agora, ponham “à venda” a região, pode ser que alguém compre.Fique sabendo quem governou, governa e pretende governar o País: As inundações não acontecem porque os rios transbordam, mas sim por que o País afunda.

FdR.